O povo de santo e a sobrevivência em meio à pandemia

Em 28/09/2021, como parte das atividades da Semana Universitária de 2021, da Unversidade de Brasília, Tata Kisange e o Pai Ricardo – filho da Cabana Senhora da Glória e dirigente do terreiro de Umbanda e Associação da Resistência Cultural Afro-Brasileira Casa de Caridade pai Jacob do Oriente – serão os debatedores do evento Encontros Afrorreligiosos VI: o povo de santo e suas estratégias de sobrevivência em meio à pandemia.

A proposta da atividade é gerar um espaço de compartilhamento sobre como as religiões afro-brasileiras têm sido praticadas e vividas ao longo da pandemia do covid-19. Diante desse contexto, muitas casas de santo foram impossibilitadas de realizar suas atividades plenamente, exigindo adaptações. Nesse período, as casas têm articulado estratégias para a continuidade e preservação das suas atividades, sejam religiosas, ou de prestação de serviço à comunidade e gestão do seu espaço, bem como as possíveis atividades à distância. Na intenção de compreender melhor as experiências vivenciadas pelos povos de terreiro, o grupo de estudos Calundu, que desenvolve há anos atividades de pesquisa e extensão na temática, propõe diálogo entre representantes de comunidades afrorreligiosas, com o intuito de falar sobre como o cotidiano foi afetado pelas adaptações sanitárias que o contexto exige.

O debate será conduzido por nosso Tata Mubnzazi.

Seu Cangira deixa a Gira girar: A Cabula capixaba e seus vestígios em Minas Gerais

Observação: Este texto é um artigo científico, publicado em 2017 no periódico acadêmico Revista Calundu, por Guilherme Nogueira (Tata Mub’Nzazi) e Nilo Nogueira (Tata Kis’ange).
O texto completo pode ser acessado e baixado em formato .pdf neste link.
A Revista Calundu, com este e outros textos, pode ser acessada neste link.

Buscamos promover com o presente artigo um resgate da Cabula, religião afro-capixaba, antiga – a primeira a ganhar nome próprio a partir dos heterogêneos Calundus coloniais – e de culto aparentemente descontinuado no Brasil hodierno. Assim, a partir de bibliografia especializada e de informações coletadas com um religioso iniciado na Cabula – o pai de santo capixaba Tateto Nepanji, buscamos descrever os principais aspectos de seu culto e crença. Em seguida, apresentamos alguns vestígios de práticas cabulistas ainda presentes em rituais angoleiros praticados em Minas Gerais, onde pai Nepanji se radica. Os vestígios da Cabula apontam ainda para a força e continuidade de uma linguagem ritual angoleira, que sobrevive no Brasil desde os tempos dos primeiros Calundus coloniais.