Calundu em Harvard e a Cabana Senhora da Glória também!

No mês de dezembro de 2019, entre os dias 11 e 13, o Calundu – Grupo de Estudos sobre Religiões Afro-Brasileiras apresentou na Universidade de Harvard o painel “Desafios contemporâneos para o exercício de fé do Povo de Santo no Brasil”. Tratou-se de um momento importante para a educação sobre as religiões afro-brasileiras e seus adeptos, além de ser um marco na internacionalização da luta das comunidades de terreiro pelo direito de livre prática religiosa, que é tão antiga e combatida no Brasil.

A Cabana Senhora da Glória, ademais de apoiar o Grupo Calundu desde seu início, esteve representada no evento por nosso Tata Mub’nzazi, que é integrante do grupo e um de seus fundadores. Sua fala, junto à das participantes e egbomis do Candomblé Ketu Ariadne Oliveira e Andréa Guimarães, foi registrada pelo irmão Dom Filó, do lendário Movimento Black Rio e da Cultne – Acervo Digital de Cultura Negra. Veja nos vídeos abaixo as três falas.

O Grupo Calundu e seu trabalho (Egbomi Ariadne Oliveira)

Tradição Calunduzeira (Tata Mub’nzazi – Guilherme Nogueira)

Racismo Religioso (Egbomi Andréa Guimarães)

A questão da laicidade do Estado brasileiro e as religiões afro-brasileiras

Observação: Este texto é um artigo científico, publicado em 2018 no periódico acadêmico Revista Calundu, por Nilo Nogueira (Tata Kis’ange) e Guilherme Nogueira (Tata Mub’Nzazi). A temática é de grande interesse para as religiões afro-brasileiras e na luta contra o racismo religioso.
O texto completo pode ser acessado e baixado em formato .pdf neste link.
A Revista Calundu, com este e outros textos, pode ser acessada neste link.

Debatemos neste texto, a partir de pesquisa sócio-histórica e de um olhar desde dentro dos Calundus, a questão da laicidade do Estado brasileiro, problematizando algumas consequências da ausência de neutralidade do poder público sobre as comunidades de terreiro. Recuperamos como marco teórico os conceitos de secularismo e laicidade, movendo-nos, em seguida, a demonstrar como a ideia de Estado laico, historicamente, não se aplica ao Brasil. O tema, como debate, é campo de disputa não exclusivo no Brasil para a Sociologia da Religião, e torna-se mais complexo quando exposto junto a elementos que consubstanciam o cenário de racismo religioso brasileiro.