Na década de 1990 a Argentina – assim como o Brasil e boa parte da América Latina – passava por mudanças importantes no sentido do fortalecimento de sua recém reinaugurada democracia. Esse processo contou com a participação ativa da população daquele país, que juntamente à sua classe política buscava definir o modelo de nação que dominaria as décadas por vir. Nesse processo, também os grupos praticantes de religiões afro-brasileiras, particularmente religiosos umbandistas, organizaram-se como Sociedade Civil politicamente atuante e realizaram eventos visando ordenar suas práticas, publicizar sua religiosidade, quebrar estigmas amplamente presentes em um país de larga tradição europeizada e católica (sobre isso, cabe citar que ainda no presente a Constituição da República Argentina assegura o lugar do catolicismo como religião oficial do governo e defende a imigração de europeus). Tateto Nepanji foi, então, convidado como militante, autoridade e referência afro-religiosa, para auxiliar com seus conhecimentos à luta dos irmãos argentinos, tendo igualmente sido homenageado, em 1992, com o certificado que segue aqui reproduzido.
