Conselhos aos médiuns

Você que é médium, que empresta seu aparelho para que através dele haja manifestação dos espíritos ou seja, os Pretos Velhos, Caboclos e outras entidades, que através dos conhecimentos adquiridos pelos mundos em que passaram, vêm ao mundo terrestre incorporar em uma matéria pecaminosa que somos nós, para fazer a caridade, deve-se cuidar através de bons pensamentos, das boas ações e das boas obras, pois o verdadeiro médium é aquele que sabe orar para ele e para os outros. Procure obedecer sem fanatismo às orientações recebidas de seus guias espirituais; procure respeitar seus irmãos dentro e fora das sessões; procure acatar as ordens de seus chefes (dirigentes) dos centros com amor e carinho, pois sabendo obedecer saberá dirigir; procure viver em paz com seus irmãos de corrente espiritual; procure aprender mais com isenção de vaidade, pois o médium vaidoso é comparado a um barco no oceano, sempre manobrado pelo vendaval, e nesse caso o vendaval que o manobrará, é a corrente inferior  que aproveitando de sua vaidade o dirige a seu bel prazer.

Há médiuns que se julgam superiores a seus irmãos, simplesmente porque recebem uma determinada entidade. Coitado! Não sabe ele que esta mediunidade é as vezes até coberta de certa maravilha que lhe foi dada para cumprimento a uma lei divina, ou seja, de uma oportunidade aos seres humanos de resgatarem seus débitos de vidas anteriores. Neste caso nada estará fazendo o médium incorporado para atender aos que dele necessitam. Lógico, que também não deve o médium servir de exploração daqueles que muitas vezes querem deixar seu problema exclusivamente para o espírito resolver, pois não sabem os consulentes que a maior parte dos médiuns não dispõem de recursos suficientes para se manterem e, desta forma, não podem ficar exclusivamente por conta dos conhecidos 7 roncós, ou sejam, daqueles que fazem a verdadeira via sacra de terreiro em terreiro e de médium em médium, tentando com isso as vezes dar expansão às suas baixas paixões. E necessário que também os consulentes tenham o esclarecimento preciso que não se deve exceder nos pedidos, pois cada qual recebe segundo o seu merecimento. Muitas vezes nossos amigos espirituais encontram dificuldades para nos atender pela nossa incompreensão e as vezes falta de fé. O que pedimos hoje queremos receber no dia seguinte, e isto é impossível pois há casos em que a aura da pessoa está tão sobrecarregada que é preciso tempo mesmo para as entidades espirituais serem limpas à altura de terem meios para se moverem.

É por isso que eu fico por entender, muitos cidadãos vaidosos, conforme já tive oportunidade de ouvir de alguém que, a partir de seu cargo de “Babalorixá”, julgava-se superior a um Preto Velho. Dizia essa pessoa ter poderes para entrar em um “Ronkó”(quarto reservado para a feitura de santo em terreiros de Candomblé), e o Preto Velho não podia fazer. Pobre coitado e vaidoso acima de tudo, quem pode discutir quantos “Ronkós” os Pretos Velhos já entraram antes de deixar sua matéria sob a terra: certamente que muitos. Outra observação: em quantos lugares pode ir o Preto Velho através de sua invisibilidade  e que nós não temos nem o direito de chegar perto dado às nossas falhas e orgulhos. Tenho ouvido também dirigentes de centros e homens até de muito conhecimento dizerem que já aprenderam muito e não necessitam mais aprender. Quem realmente pode se julgar tão sábio se a vida nos ensina que o aprendizado não para nunca? Não sabem eles que nós somos aqui passageiros com passagem de volta, que não caduca, pois teremos que regressar no dia certo à pátria de onde viemos. Se partíssemos deste princípio não haveria mais necessidade de aperfeiçoamento para “Catedráticos”, pois aprenderam o máximo e neste caso para que perder tempo com mais estudos?

Assim é a vida, cada qual com sua vaidade, não perder um só milímetro para seus irmãos , o que nos resta é seguir uma antiga frase, Kueto no Kueto (cada qual no seu).

Tateto Nepanji

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